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[13/11/2016] Brasil deve ter nova safra recorde de soja em 2016, prevê IBGE

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De acordo com o IBGE, os preços da soja estão atraentes, estimulando o plantio em detrimento do milho de 1ª safra (Foto: Jonathan campos/Gazeta do Povo)

O País deve ter nova safra recorde de soja no ano que vem, segundo o primeiro prognóstico para a produção agrícola de 2016, divulgado nesta terça-feira, (10/11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é que o volume produzido do grão aumente 3,5%, totalizando 100,2 milhões de toneladas.

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O volume da oleaginosa corresponde a quase metade de toda a produção de grãos brasileira no ano, uma fatia de 48,6%. Segundo o IBGE, os preços da soja estão atraentes, estimulando o plantio em detrimento do milho de 1ª safra.

"A média de preço agora de 2015 foi de R$ 28 a saca de 60 quilos do milho, enquanto que para a soja foi de R$ 71 a saca", citou Mauro Andreazzi, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Como o milho rende o dobro do volume da soja, a expectativa para a safra nacional de grãos de 2016 é 1,9% menor do que a de 2015. "O milho produz uma média de 100 sacas de 60 kg por hectare, e a soja a metade, 50 sacas. Então, como está aumentando a área de soja e caindo a área de milho, a safra de grãos de 2016 cai em termos de volume. Não em termos de valor, porque a soja vale mais que o milho", ressaltou Andreazzi.

O IBGE prevê uma redução de 2,4% na produção de milho 1ª safra em 2016 ante 2015, totalizando 28,9 milhões de toneladas, com impacto no volume de grãos produzido pelo Brasil no ano. No entanto, é possível uma recuperação no milho de 2ª safra.

"A valorização do dólar deixou o milho brasileiro bem competitivo no mercado internacional. O próprio EUA, que é o maior produtor de milho do mundo, está importando milho do Brasil", apontou Carlos Barradas, pesquisador da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Segundo Andreazzi, ainda é muito cedo para fazer estimativa sobre a produção do milho de 2ª safra, então o IBGE trabalha com uma projeção baseada na média dos últimos anos, que pode ser revista para cima. "O preço está bom, então o pessoal planta milho", disse ele.

Trigo
De acordo com o IBGE, as perdas na produção de trigo por causa do excesso de chuvas no Sul do País explicam a revisão para baixo na expectativa da safra nacional de grãos em 2015. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de outubro aponta uma safra de 210,6 milhões de toneladas este ano, 331,3 mil toneladas a menos do que o estimado em setembro, um recuo de 0,2%.

"Em setembro, a gente tinha informação de uma safra recorde de trigo. Mas agora tem essa influência negativa do excesso de chuvas para a Região Sul. Esse trigo também não tem boa qualidade. Parte dele não vai para consumo humano, vai para consumo animal. O excesso de chuvas aumenta a umidade, a propensão a doenças no grão. Perde a qualidade, não vai para a panificação", explicou Mauro Andreazzi

Houve uma queda de 7,7% na previsão para a safra de trigo este ano. Os demais produtos que tiveram a expectativa reduzida ante o mês anterior foram feijão 1ª safra (-1,8%), feijão 2ª safra(-3,7%), cevada (-7,8%) e aveia (-9,8%).

"Colheita com chuvas é o pior dos mundos. É o segundo ano acontecendo isso. E não terminou a colheita ainda, pode piorar", alertou Andreazzi.

Na direção contrária, houve melhora nas estimativas de produção de sorgo (+4,3% ante a previsão de setembro), café canephora (conilon ou robusta) (+2,8%), feijão 3ª safra (+2,5%), café arábica (+1,9%) e batata 3ª safra (+1,3%).

Fonte: Revista Globo Rural